As Estreias de American Horror Story: Asylum e 666 Park Avenue

por Helder Maia

- American Horror Story: Asylum
Poster da série
Após uma bem-sucedida primeira temporada, a série American Horror Story retorna para seu segundo ano.

Na maioria dos seriados, é comum repetir os mesmos personagens e linha narrativa temporada após temporada, o que muitas vezes acaba tendo como resultado uma série repetitiva que termina em decadência. Os produtores de American Horror Story adotaram uma abordagem diferente do usual e ousada: cada temporada trará novos personagens e uma nova história, que será solucionada ao final de seus doze episódios. Com isso, neste segundo ano, a série nos apresenta ao Manicômio Briarcliff, durante os anos sessenta, liderado por uma freira rígida, interpretada por Jessica Lange, e cujos pacientes estão submetidos aos estranhos experimentos do Dr. Arthur Arden (interpretado por James Cromwell, o Zefram Cochrane de Jornada nas Estrelas).

Os episódios abordam questões como racismo, preconceito sexual e homossexualismo sob o ponto de vista da época em que se passa o enredo: 1964. A série ainda traz uma mistura de elementos tão dispares como um assassino em série, abduções alienígenas e nazismo. Estando ainda em seu quinto episódio, resta saber se os roteiristas conseguirão, ao final da temporada, unir todos estes elementos de uma forma coesa.

O elenco
Apesar de um episódio inicial não tão cativante, a partir do segundo, escrito por James Wong (de Arquivo X), e que enfoca possessão demoníaca, a série mostrou a que veio e só vem melhorando episódio após episódio. E como aperitivo para os fãs da primeira temporada, Asylum trás vários de seus atores em novos papéis, com a já citada Jessica Lange, Zachary Quinto e Evan Peters.

Com roteiros bem elaborados, ótima direção de arte e boas interpretações, a série tem tudo para conquistar aqueles expectadores cansados da mesmice das séries policiais disfarçadas de fantásticas.

 

- 666 Park Avenue
O elenco
Baseado em livro homônimo, este novo seriado sobrenatural enfoca o tema de Fausto e do pacto com o demônio para alcançar desejos. Nela, Terry O’Quinn (Lost), interpreta Gavin Doran, que administra um prédio de apartamentos chamado The Drake, localizado em uma área privilegiada de Nova York. Mas por trás da fachada de empresário, ele esconde uma figura diabólica que realiza pactos sinistros com os residentes.

Então, são contratados para trabalhar no edifício um jovem casal que busca fazer sucesso na cidade grande: Jane e Henry, para o qual Gavin tem uma agenda secreta. As coisas se tornam mais misteriosas e sinistras quando Jane começa a ter visões assustadoras sobre o porão do edifício e passa a investigar seu passado.

A série é bem produzida e traz roteiros interessantes, apesar de que já pelo seu quarto episódio eu comecei a ficar meio desmotivado para continuar assistindo, ao perceber que os roteiristas tão cedo não vão revelar muita coisa do mistério por trás do The Drake. Em realidade, não vão revelar nada, já que a série, que inicialmente teve encomendados 13 episódios para o primeiro ano, foi cancelada por conta da baixa audiência.

Star Wars Clone Wars – Overlords, Altar of Mortis & Ghosts of Mortis

SÉRIE: AS GRANDES SAGAS

por FAbok

A série animada é fonte de constantes críticas por parte de alguns fãs, que alegam ser excessivamente infantil, ou por ignorar questões da mitologia em prol da ação e aventura. Em seu terceiro ano, contudo, Clone Wars nos trouxe uma trinca de episódios explorando dois pilares da mitologia: o papel de Anakin como “O Escolhido”, e a própria natureza da Força.

No episódio Overlords, Ahsoka, Obi-Wan e Anakin investigam um estranho sinal de socorro da República que não é mais utilizado a quase dois milênios. A nave deles é atraída por um estranho objeto que os transporta para um local desconhecido, onde a Força é extremamente poderosa, habitado por três seres que se autodenominam de Pai, Filha e Filho. Eles estão obsecados com o fato de Anakin ser “O Escolhido” e logo fica claro o porquê.

 

Visões do futuro, fantasmas do passado
O misterioso planetoide é o local de onde a Força emana. A Filha representa o Lado da Luz, o Filho, o Lado Negro e o Pai, o poder que os mantém em harmonia. Eles não se denominam jedi ou sith e são simples manifestações da Força. É deste equilíbrio que tanto os cavaleiros jedi quanto os lord sith retiram seu poder e, qualquer mudança neste balanço, pode causar resultados catastróficos para a galáxia.

Anakin, Obi-Wan e Ahsoka começam a ter visões, e o legal é que não sabemos se são reais ou influências do Filho e da Filha. A jovem Padawan tem uma visão de si, já adulta, avisando do perigo que Anakin lhe trará. Obi-Wan recebe a “visita” de Qui-Con Jinn (dublado por Liam Neeson) e lhe diz que o papel do Escolhido será revelado neste local. Já Anakin é confrontado por sua mãe Shmi Skywalker (dublada pela própria atriz Pernilla August), que lhe diz dos perigos que Padme representa para ele, chamando-a de “envenenadora”. Como vemos, nada do que foi dito nas visões pode ser considerado mentira.

 

… mas sempre se pode ser engado pela fraqueza mascarada de força…
O Pai obriga Anakin a enfrentar seus filhos, e num dos melhores momentos da série, a natureza do “Escolhido” é revelada, quando ele consegue sobrepujá-los. O Pai informa que está morrendo e Anakin deve substituí-lo. Só ele conseguirá manter tanto o Filho, quanto a Filha sob controle e com isso o equilíbrio na Força.

Obviamente Anakin não aceita este papel e se recusa a assumir o lugar do Pai. Percebendo a fraqueza de Skywalker, o Filho sequestra Ahsoka com a intenção de sair do planeta e conquistar a Galáxia. Anakin e Obi-Wan se unem ao Pai e a Filha para enfrentar o Filho, cada vez mais poderoso, que nesse meio tempo já converteu a pequena Padawan para seus propósitos.

 

Revelações sobre a mitologia e a profecia
Contar mais seria estragar a surpresa de uma estória tão primorosa. Os produtores foram muito felizes em introduzir detalhes de outras mitologias em Star Wars. Os mais atentos conseguirão enxergar referências a Excalibur e Senhor dos Anéis. Entretanto o mais admirável é a profundidade dada aos personagens. Sabemos o destino dos personagens nos filmes e sabemos que alguma coisa acontecerá a Ahsoka, já que ela não está em Revenge of The Sith. O roteiro consegue trabalhar brilhantemente, mesmo com um universo tão “enfaixado”, o conceito de que os jedi e sith são apenas um reflexo da Filha e do Filho, e que estes últimos também retiram parte de seu poder dos primeiros. É muito interessante. E ainda mais, quando o Pai diz que nem a Luz, nem o Lado Negro deve prevalecer, indo totalmente contra os preceitos jedi e sith. É algo que abala um dos pilares da Mitologia, já que os jedi claramente se identificam com o “bem” e para eles restaurar o equilíbrio da Força é a aniquilação dos sith.

Outro destaque da estória é mostrar que mesmo com todo o seu poder, Anakin, “O Escolhido” é tão instável, que pode ser manipulado facilmente. Se nos filmes ele é vítima do Imperador, aqui o Filho será o manipulador, usando a maior das fraquezas de Anakin em seu favor. Os avisos de Yoda em The Phantom Menace, quando disse a Obi-Wan que o jovem Ani não poderia ser um jedi estavam mais que corretos.

 

Classificação: imperdível
Como não poderia deixar de ser a parte técnica está fenomenal. Os episódios poderiam ser exibidos nos cinemas facilmente. A animação, edição, e trilha sonora faz desta trilogia a mais cinematográfica da série. O trabalho de dublagem também está ótimo. Além de Liam Neeson e Pernilla August, os atores Sam Witwer e Adrienne Wilkison, que haviam interpretado os protagonistas dos games da série The Force Unleashed, se destacam como O Filho e A Filha.

Se o Explorador é fã de Star Wars, Overlord, Altar of Mortis e Ghosts of Mortis são imperdíveis. O melhor é que, mesmo quem não acompanha a série regularmente (se este é seu caso, não sabe o que está perdendo), pode assistir sem problemas. Talvez, aqui tenhamos a melhor representação do que seja “A Força”, em toda a saga de Guerra nas Estrelas, elevando os episódios à categoria de obrigatórios.

Que a Força Esteja com Você.

Até a próxima!

Shadowman

SÉRIE DE QUADRINHOS

por Babi-Wan

Desde que a Valiant lançou a imagem teaser e o preview de Shadowman meses atrás, os fãs têm esperado ansiosamente pelo retorno do personagem aos quadrinhos. Com essa notícia, veio a pergunta: será que a Valiant conseguiria fazer uma reintrodução desse título para essa nova geração de leitores de quadrinhos?

 

Velhos e novos inimigos se encontram
Capa da Shadowman #1
Nessa HQ, Jack Boniface, o protagonista, tem feito parte do legado Shadowman sua vida inteira, mas não sabia disso. Ainda descobrimos, através dele e de sua busca por sua identidade, que essa honra (ou porque não dizer essa carga) é passada sem saber de pai para filho. Além disso, novos inimigos vão surgindo e os antigos, do primeiro Shadowman – do Jack original, de 1992 – vão retornando, incluindo Master Darque, o principal mal da nova série. Com isso, Jordan e Zircher entregam algo novo que atrai os leitores atuais, mas que ao mesmo tempo é confortável para quem havia lido a série anos atrás.

 

A arte ‘atravesando as décadas’
Um traço para ser avaliado com cuidado
A arte é o aspecto número um aqui. O trabalho de Zircher é riquíssimo em detalhes, que, consequentemente, nos leva a uma leitura visual mais lenta e criteriosa. Uma mudança significativa no contexto da arte foi a configuração atmosférica do comic. Víamos no Shadowman da década de 90 um mix de looks, muitos deles influenciados pelas tendências nos quadrinhos daquela época, como: jaquetas de couro, roupas não tão casuais, cabelos grandes, esse tipo de coisa. Nesse reboot, vemos uma nova ambientação, a inserção dos personagens no contexto atual, um look mais simplista – mas não menos engrandecedor.

 

A Valiant apresenta seu lado mais obscuro
Um contexto violento e obscuro
A série tem um início violento para uma primeira edição, com criaturas do mundo dos mortos, necromantes, tripas e coisas pegajosas. Imagino que os fãs de Darkness e Spawn vão se sentir em casa com Shadowman. Esse é um canto dark do universo da Valiant que, com o decorrer da história, possivelmente nos fará ficar muito gratos por eles terem decidido explorar. Se você ainda não tinha pegado nenhum título da Valiant, essa é uma ótima oportunidade para começar.

MTFBWY

Nossa avaliação:

Delta-Shield Prata

John Carpenter’s They Live

CRÍTICA DE CINEMA: NOSTALGIA
Eles Vivem

por Fargon Jinn

O velho mestre John Carpenter tem um filme que, para mim, é uma obra prima. “Eles Vivem”, de 1988, brinca com vários conceitos relacionados com as teorias conspiratórias. Ali foram colocadas questões que mexem com o imaginário popular – controle mercadológico, poluição, desgoverno, mensagens subliminares, alienígenas, exploração do trabalho, etc, tudo isso misturado a uma boa dose de bom humor e à velha canalhice que Carpenter gosta de dosar em seus filmes.

 

A inspiração
Ray Nelson
Baseando-se no brilhante, arrebatador e bem humorado conto de Ray Nelson, Eight O’Clock in the Morning, Carpenter roteirizou um espetáculo como só ele sabe fazer. No conto, George Nada é um sujeito comum que acorda durante uma sessão de hipnose coletiva. Percebe então, que o mundo está dominado por uma espécie alienígena reptiliana chamada fascinators (fascinadores). A televisão, os outdoors, a mídia imprensa, tudo enfim, estava dominado pelos invasores que colocaram toda a humanidade submetida ao controle hipnótico.

Chegando em casa, Nada recebe um telefonema que deveria ser uma sugestão pós-hipnótica, prenunciando a sua morte às oito horas da manhã seguinte, por parada cardíaca. Suspeitando que havia sido descoberto, resolve desaparecer ou tentar “acordar” outras pessoas.

Além disso é spoiler. Embora não tenha conhecimento de haver uma tradução do conto para o português, prefiro que o Explorador descubra o desfecho por si.

 

A adaptação
Os óculos são a peça pivotal
John Carpenter optou por utilizar um artifício para que George Nada (Roddy Piper – Hell Comes to Frogtown) “acordasse”. Um grupo de militantes produz uma espécie de óculos que revela a verdadeira face dos alienígenas, e as mensagens subliminares ocultas em cada objeto.

Aos poucos George tem acesso ao movimento de resistência e torna-se um elemento chave na luta contra os invasores.

O filme foi pouco conhecido na época. Como quase tudo que Carpenter faz, suas produções tem um toque de filme B, e não chegam a muitos lugares, quase não tendo divulgação. Eu mesmo tomei conhecimento através de locação, ainda na época do VHS. Aos poucos a obra tornou-se um cult de grande respeito entre os fãs das teorias conspiratórias e os fãs do próprio diretor. Me incluo entre os dois. (risos)

 

Destaques
Uma luta bem orquestrada
Na filmografia de Carpenter, vemos obras espetaculares, e lances de ousadia indômita. “Eles Vivem” não é exceção. Um dos recordes mais obscuros da história do cinema pertence a esta produção, e é um motivo de menção honrosa entre os fãs em geral. A mais longa cena de luta de todos os filmes feitos até hoje, está neste filme. São cinco minutos e trinta segundos de pancadaria feia, realista e dolorida. Mas o mais curioso, e que pouca gente sabe, é que seis minutos foram cortados na edição final. Ou seja, se até hoje ninguém ousou tentar quebrar este recorde, o que seria se tivesse permanecido os onze minutos e meio. Aff! Ninguém merece! Bom, pela minha experiência pessoal, não há ‘saco’ que resistiria a isso, parabéns JC.

South Park parodiando Eles Vivem
Outro destaque muito interessante, ressalto, para uma única frase do roteiro, que já virou meme, e foi repetida à exaustão em desenhos animados como Bob Esponja, videogames como Duke Nuken, e diversas outras mídias. Quando Nada entra num banco, ao vê-lo repleto de alienígenas, solta essa: – I have come here to chew bubblegum and kick ass…and I’m all out of bubblegum! (Eu vim aqui para mascar chiclete e chutar bunda… e eu estou sem chiclete!).

 

A quem adoramos mais, deus ou o dinheiro?
Mas o que paga o filme é a mensagem subliminar que está escrita nas cédulas de dinheiro “ESTE É SEU DEUS!”. Não é preciso dizer mais nada, né? Genial!!! Estas e várias outras pérolas permeiam os diálogos e por si só, já valem a pena ver o filme.

 

Este quase não escapou da onda de remakes
Em 2010, circulava pelas entranhas de Hollywood a intenção de JC em refilmar sua própria obra. Matt Reeves (Cloverfield, 2008), trabalhava numa nova versão do argumento, partindo novamente do conto original. Alegava, ele, na época, que não haveriam os famosos óculos.

Reeves iria dirigir, e D.B. Weiss (Game of Thrones) iria roteirizar, com Carpenter como produtor executivo, através da Universal Pictures. Os planos foram por água a baixo quando JC começou a ter problemas de saúde e cancelou o projeto.

Roteirista Matt Reeves
Muito embora não deixe totalmente de ser um remake, Carpenter e Reeves afirmavam que seria uma interpretação diferente do conto de Nelson, e não uma revisão do filme de 1988. Pode ser, quem sabe um novo cult surgisse disso. Mas em vista do que JC e Hollywood têm feito nos últimos anos tenho as minhas mais sinceras dúvidas.

“Eles Vivem”, em especial, está repleto de metáforas. Em todos os pontos e elementos do filme vemos paralelos importantes com o nosso dia-a-dia. Desde os óculos até os textos colocados em cada página de revista, vemos aquilo que somos e que nos tornamos, como indivíduo e sociedade, cada vez mais. Restaria saber se ainda teríamos, no novo filme, a parábola que torna o original tão atraente e perturbador.

 

Tecnicamente, o filme é ótimo
Profético, esta é uma câmera aérea
verdadeira, qualquer semelhança…
A fotografia, edição, tomadas, diferenciação de paleta para a realidade alternativa, efeitos especiais, fazem do filme uma verdadeira joia. Não retocaria uma cena.

A sonoplastia também está excelente, e a trilha sonora incidental é, como sempre, do próprio JC, e também cai com perfeição.

Infelizmente o filme não fez nome junto ao grande público, que ainda hoje desconhece sua existência. Mas com uma melhor distribuição, divulgação e cenas mais explosivas teria se tornado um grande blockbuster.

A minha recomendação, acho que está clara, assistam, quem ainda não assistiu e mesmo quem já assistiu, o trabalho é muito bom e não está datado. Passa-se nos anos 80, mas poderia muito bem passar agora, exceto pelo figurino. Diverte e nos faz pensar.

They Live (Eles Vivem): 1988, EUA
Direção: John Carpenter
História: Ray Nelson
Roteiro: John Carpenter
Música: John Carpenter e Alan Howarth
Edição: Gib Jaffe e Frank E. Jimenez
Fotografia: Gary B. Kibbe
Elenco: Roddy Piper, Keith David e Meg Foster

Nossa avaliação:

Delta-Shield Ouro

Ovinilogia II

CRÔNICAS NERDS

por Fargon Jinn

Todo mundo com que eu falo, atualmente, que me conheceu há trinta anos, estranha o fato de que não lido mais com a questão de vidas extraterrestres com as mesmas perspectivas. A começar pela terminologia.

Antes, quando adolescente, eu tratava o fenômeno de avistamentos de objetos voadores não identificados denominando-o como ‘ufologia’. Observem a incoerência: UFO é uma sigla formada pelas palavras da língua inglesa Unidentified Flying Object; em respeito ao idioma, o complemento deve ser LOGY (inglês), e não LOGIA (português). Ou deve se falar ufology ou ovinilogia.

 

Significados e significandos
Esta questão pode ser boba sob a ótica de muita gente. Mas digo que não é, e explico o porquê.

Respeitar os significados das palavras é importante. Senão, vejamos um exemplo pequeno, mas relevante. Se digo que houve um morticínio, entende-se que tentou-se exterminar, ou matar a maioria de um grupo. Mas se eu digo que dizimou-se uma população de elefantes. Geralmente entende-se, erroneamente, que o tal grupo foi completamente exterminado. Mas o verdadeiro sentido é outro. Dizimar origina-se de dízimo – a décima parte. Neste caso eliminou-se dez porcento dos animais, nunca uma chacina. Mesmo esta última palavra (chacina) só tem este valor figurativamente, o verdadeiro significado deve ser empregado para matar e preparar cortes de gado. Acho um insulto dizer que pessoas são chacinadas. Não somos gado, e não seremos preparados, em partes, para um açougue.

 

Mas e os discos-voadores?
Se disser que é disco-voador, identificou
Voltando aos OVNIs, precisamos lembrar qual é o significado da sigla. Não é nave espacial, disco voador ou sonda robótica alienígena. Objeto Voador Não Identificado diz tudo. Existe algo voando e não pudemos dizer qual a sua natureza.

Dito isto, vi esta semana um vídeo (clique aqui para ver) diretamente da CNN, sobre o avistamento constante de um OVNI sobre o céu de Denver, no Colorado (EUA), onde um especialista foi chamado para tentar identificar o objeto. Mas tudo o que ele pode dizer é que, de fato, ele não conseguia, mesmo considerando-se um especialista.

A equipe de reportagem esteve no local, e conseguiu gravar suas próprias imagens do estranho avistamento, tentando inclusive identificar o local de onde o aparelho decolava e aterrissava, uma área residencial de Denver. Caso prefira, coloco esta versão do YouTube, que é de fato o mesmo vídeo.

 

Congratulations are in order
Parabéns ao especialista convidado que agiu dentro da mais lícita postura, não criando “falsas verdades” com declarações dúbias ou de múltiplos sentidos. É importante que se tenha uma objetividade científica em cada observação que se faz, só assim poderemos separar o joio do trigo e dar credibilidade a estas questões que são tão propensas ao misticismo e fanatismo.

Mas se alguém me pergunta – Você acredita em vida fora da Terra? – sou compelido a dizer que não só acredito, mas tenho certeza. Quanto à existência de vida inteligente, lá fora, isso é outra questão.

 

Mas cadê os ET’s, então?
Explorador, você acredita em vida alienígena? E se acredita, serão eles inteligentes? E se forem, estarão num estado de maior ou menor desenvolvimento? Já parou para pensar que nós podemos ser os Primeiros?

Sim, a primeira inteligência cósmica, no universo todo. Que merda, não? Se assim for, e considerando que já quase nos destruímos uns pares de vezes, e que nossa sobrevivência como civilização, a cada dia mais, aproxima-se de um risco de extermínio maior, qual será a chance de que outra civilização prospere…?

Vida Longa e Próspera!

The Fantastic Zone

Estamos de volta com mais novidades do universo fantástico. Aproveite Explorador!

Olá amigos, todos devem ter notado que houve uma erraticidade no rítmo das publicações, tivemos problemas de ordem técnica, mas tudo já está se normalizando.

Fabok, Helder Maia e Babi-Wan trazem as novas da semana! Olhem nossa página do The Fantastic Zone!!!

Vamos ver o que vem por aí!!! Hellblazer cancelado?! Guilhermo del Toro quer produzir outra adaptação dos quadrinhos.

Star Wars VII, já está montando seu corpo criativo?! Beleza!!!

World War Z com Brad Pitt vem chegando. George Clooney e 1952 da Disney, tudo a ver! Mas há uma pedra no caminho!

Toda semana estamos trazendo as novidades mais legais do universo fantástico. Então é isso amigo, acesse pela aba na parte superior desta página.

Vida longa e próspera!!!

Santos Dumont X irmãos Wright

SÉRIE: CRÔNICAS

por Selder

Dia 23 de outubro comemorou-se o dia da aviação brasileira. Esta data foi escolhida pois Santos Dumont , o inventor do avião, conseguiu voar com um objeto mais pesado do que o ar pela primeira vez no Campo de Marte, na França, às 16h45min.

Dia oficial do primeiro voo
Os americanos insistem em dizer que quem inventou o avião foram os irmãos Wilbur e Orville Wright. E parece que vão ganhar no ‘tapetão’. Já andam por ai falando que só o Brasil mantém esta discussão acessa. Não sei, só acho que devemos “dar a César o que é de César”.

 

De aviões e internet
Dizer que a aviação teve um ínicio parecido com o advento da internet é bem mais plausível do que dizer que foram os irmãos americanos os inventores do avião. Explico: a ciência estava crescendo muito, muitas descobertas em diversas partes do mundo no inicio do século XX. Cada um dando sua contribuição em todas as áreas, na aviação não seria diferente. Então vamos a alguns fatos:
  1. O irmãos Wright realmente voaram em 17 de dezembro de 1903?
    Sim, se você considerar que voar é sinônimo de planar: o conceito de voar para sociedade científica, principalmente da época, é “o objeto deve decolar com meios próprios e sustentar-se enquanto em voo, sem uso de qualquer artefato”. Ou seja , eles conseguiram voar sim , mas eles só conseguiam fazer valer o motor para manter-se em voo. Para decolar eles precisavam de um equipamento que os impulsionasse. Devemos, contudo, observar que esta preposição não era uma norma, mas um conceito bem aceito e bem difundido nos meios afins do período.
  2. Santos Dumont criou um aparelho de nome francês “Oiseau de Proie II” (Ave de Rapina ou Bird of Prey), conhecido pelos brasileiros como 14Bis, que era mais pesado do que o ar, atravessou o Campo de Bagatelle, depois de cem metros, descolou do solo, ficou no ar por seis segundos a uma altura de três metros e pousou em seguida a sessenta metros de onde decolara.
  3. Os irmãos Wright fizeram o voo e apenas os próprios diários e uma meia dúzia de empregados deles mesmos testemunharam o feito.
  4. Paris era o centro do mundo. Havia uma multidão que ficou extasiada com o feito de Dumont. Conta-se que os juízes da prova (é Explorador, era quase um olimpíada do Faustão) ficaram tão impressionados que esqueceram de cronometrar a prova e por isso que não foi homologado como recorde. Por causa desta desatenção às medidas do voo foram todas estimadas, certificando-se apenas que a distancia mínima de vinte e cinco metros fora cumprida.
  5. Os juízes dos irmãos Wright…aaaaaaaaaaaque juízes?!?!?
  6. Para comemorar os cem anos do voo dos irmãos americanos, em 2003, um grupo construiu uma réplica do avião deles da forma que estava no projeto. Resultado? Não decolou!!! Má num decolô mehmu…
  7. Para comemorar os cem anos do voo de Santos Dumont, em 2006, foi construída a réplica do 14Bis, de acordo com o projeto dumontiano o qual voou pelo Brasil a fora, pousando e decolando em diversas capitais, inclusive em Fortaleza. Voando melhor do que o voo original, diga-se de passagem. Neste projeto foram utilizados materiais e designs totalmente idênticos ao original. Os americanos utilizaram materiais melhores, mais fortes e leves, com alegativas absurdas de que não se produziriam tais coisa atualmente.

 

Wright ou Dumont?

Em 1909, numa tentativa de divulgar mundialmente seu trabalho, os Wright foram a Paris e demonstraram o último modelo de seu avião, que levantava voo de forma autônoma, e voava lindamente, dando uma bela e glamorosa volta na Torre Eifel, e pousando graciosamente. Nesta mesma tarde Santos Dumont tomava uma taça de vinho com amigos, num dos cafés próximo ao Campo de Bagatelle, estacionada a menos de trinta metros de sua mesa, estava a Demoiselle, no qual Dumont tinha chegado até ali, vindo se sua chácara nas cercanias da cidade, para observar o tão alardeado voo dos Wright. Que ele utilizava como se fosse um carro de passeio, decolando e pousando em qualquer lugar que fosse possível.

Não é porque sou brasileiro, mas para mim quem inventou o avião foi mesmo Santos Dumont, que conseguiu fazer um objeto mais pesado do que o ar decolar, voar e pousar no dia 23 de outubro de 1906 no Campo de Bagatelle, na França.

 

Veja mais sobre o tema:

The Fantastic Zone

Estamos de volta com mais novidades do universo fantástico. Aproveite Explorador!

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Dia 7 de novembro, passado, tivemos um encontro do Relatório da Situação, onde estivemos conversando sobre Jules Verne, e sua visão de futuro. Agradecemos aos Exploradores que nos prestigiaram com suas presenças. Não percam, a próxima é em 5 de dezembro.

Fabok, Fargon Jinn e Babi-Wan trazem as novas da semana! Olhem nossa página do The Fantastic Zone!!!

Olha lá, quem vem por aí!!! Robocop, não é brincadeira, não, mas parece que é… deem uma olhada nestas notícias…

A Marvel está preparando novidades interessantes, não deixem de checar. Mark Hamill estará de volta na saga Star Wars? Não sabemos, mas ele vem com novidades por aí.

O que é que Jamie Foxx tem em comum com o Mr Spider? E o que a Panini está trazendo de novidade? Vejam essa e outras.

Toda semana estamos trazendo as novidades mais legais do universo fantástico. Então é isso amigo, acesse pela aba na parte superior desta página.

Vida longa e próspera!!!

A nova casa de Star Wars

SÉRIE: AS GRANDES SAGAS

por Fabok

Segurem as prensas! Talvez uma das maiores surpresas da história do cinema aconteceu em 30 de outubro, último, com o anúncio da aquisição, pela Disney, de todo o império criado por George Lucas.

E a gigante Disney abocanha o ‘Império Lucas’
É uma notícia cujos os efeitos já começam a ser sentidos em Hollywood. Quando todos pensavam que 2015 seria o ano de The Avengers 2 (só para lembrar: é uma produção da Disney), eis que o estúdio do Mickey anuncia uma nova trilogia de Star Wars agendando o primeiro filme para o verão deste mesmíssimo ano.

 

The might Disney, just become greater

Escolha a piada que preferir
A Disney tá podendo e muito! Depois da mega-aquisição da Marvel, cerca de três anos atrás, ela não só comprou a LucasFilm, mas também, a Lucas Arts – divisão de jogos de Lucas – a conceituada Industrial Light and Magic – empresa de efeitos visuais que revolucionou o cinema – juntamente todo o conglomerado do cineasta por mais de quatro bilhões de dólares.

Lucas cansou?!
O que poderia ter levado George Lucas a declarar sua aposentadoria? Sinceramente, acho que ele cansou de Hollywood e, principalmente, das constantes críticas que por anos sofria oriundas dos fãs. Ele mesmo declarou, quando perguntado se faria mais filmes da saga: “Por que faria mais, quando todos gritam com você todo o tempo e dizem que pessoa terrível que você é?”

 

Entre lovers e haters, vivemos o dia-a-dia
Bob Iger, CEO da Disney e George Lucas
a história acontece diante de nossos olhos
E realmente ele tem razão. Desde que ele lançou a nova trilogia e alterou a antiga para os lançamentos em DVD e mais recentemente em Blu-Ray, Lucas foi bombardeado por todos os lados. E tenho que concordar com ele. Todo mundo se acha expert em Star Wars, mas como criador, ele tem o direito de fazer o que quiser com sua criação. Quem não gostou, com todo o respeito, não assista. Vá ver outra coisa! O cara tem sessenta e sete anos, e é o cineasta independente de maior sucesso da história. Não tem que provar ou dar satisfação a ninguém.

Agora será assim, para todo o sempre…
Pra você, Explorador, ter uma ideia, logo após o anúncio da Disney, já tinha um monte de mané falando mal do negócio, do novo filme e fazendo as previsões mais esdrúxulas. Dizem que o Brasil tem quase duzentos milhões de técnicos da seleção brasileira de futebol. Extrapolando um pouco, temos bilhões de especialistas por todo o mundo dando ‘pitaco’ em Star Wars.

 

A Disney é lover ou hater?
Tchan, tchan, tchan, tchan, tcharam, tchan, tcharam
Passado o choque inicial, pois jamais pensei que Lucas se afastaria da sua criação enquanto vivo, acho que a Disney será uma boa casa para Vader e companhia. O potencial é enorme. Não pensem por um minuto que o estúdio possa destruir o universo ou coisa parecida. Star Wars é um marco da cultura popular e terá toda a atenção por parte de seus novos donos. A parceria Disney-Lucas começou quando os parques temáticos do estúdio começaram a ter atrações de Star Wars. Tive a oportunidade de visitá-las e realmente é algo bacana de se ver e curtir. Seguindo esta linha de raciocínio, deixa eu frisar mais uma vez: A Disney não vai destruir Star Wars. Logo, o que podemos esperar, agora que o estúdio é dono da franquia?

Não é possíiiiiivel!!!
Além dos novos filmes que anunciaram para os próximos anos, ainda temos no horizonte uma série live action, que Lucas não conseguiu financiar. Passada entre os episódios III e IV, teria em torno de cinqunta episódios já roteirizados. É uma aposta quase certa que agora ela saia do papel. Imaginem as possibilidades, o estúdio tem à sua disposição os gênios criativos da Pixar e os magos da ILM que eventualmente poderiam trabalhar juntos. Muito embora seja um padrão Disney compartimentar as empresas de seu grupo. Mas que sabe? O céu é o limite!

 

Disney loves money and hates competition
A Disney tem muito a ganhar com o negócio também. Além dos filmes, ela tem a chance de revitalizar seus canais de TV, que convenhamos poderiam ser bem melhores, e sua divisão de jogos. Imagine a Lucas Arts produzindo os jogos da Marvel. Finalmente, teríamos jogos bons baseados naquele universo. Até para nós brasileiros, a coisa pode melhorar, já que a Disney tem uma presença bem forte por aqui. Teremos mais lançamentos com a marca Star Wars.
Cartoon Network, Clone Wars e agora a Disney de parceira
O interessante do negócio é que a distribuição dos episódios I a VI permanecerão com a Fox. Acho legal, pois foi ela que acreditou em Lucas no começo de sua carreira. Já Clone Wars deve permanecer com o Cartoon Network, pelo menos enquanto estiver sendo produzida. Saindo um pouco de Star Wars, a situação de futuros filmes de Indiana Jones exigirá um acordo com a Paramount, co-produtora da saga. Isto não deverá ser problema, visto a parceria Paramount-Disney durante a produção de The Avengers.

 

Mas… eu amo o universo expandido…?!?!
Kathllen Kennedy e Steven Spielberg
Mas a grande interrogação do momento é sobre quando se passará a nova trilogia, seus atores e diretor. Tudo está muito nebuloso agora, mas o que se sabe é que o universo expandido aparentemente não será utilizado, e que Lucas teria esboçado um argumento há alguns anos. Mas para uma saga se que passa durante milênios, estória é que não falta. O sonho dos fãs seria ver Mark Hamill, Carrie Fisher e Harisson Ford em seus icônicos personagens. Se isto acontecer, a nova trilogia teria que se passar pelo menos uns trinta anos após O Retorno do Jedi.

Martin Scorsese e Robert Zemeckis
E o possível diretor? Lucas será apenas consultor criativo do universo de agora em diante, mas ele deixou como presidente da LucasFilm, Kathleen Kennedy, parceira de longa data de Steven Spielberg. Pessoalmente gostaria de ver Spielberg assumindo a cadeira de direção. Ele chegou a ser convidado para o posto no Episódio I e ajudou Lucas no Episódio III, e conhece como poucos a visão que Lucas tem de seu universo. Aliás, penso que o diretor deveria ser da mesma “escola” que Lucas e Spielberg, nomes como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola ou o discípulo Robert Zemicks, não seriam de todo mal. Bom… sonhar não custa, não é?

 

Que venham muitas produções
A verdade é que estou otimista com os novos rumos de Star Wars. A Disney tem uma árdua tarefa à frente, mas com os talentos que lá se encontram, tenho certeza que o futuro da saga será brilhante. Fico triste por ver George Lucas saindo de cena, mas se pudesse, agradeceria a ele por criar uma maravilhoso universo que só me trouxe alegrias (e muito prejuízo no meu bolso, eh eh eh!) nos últimos trinta e cinco anos e desejo boa sorte e felicidades em sua nova fase na vida.

Que a Força esteja sempre com Star Wars e claro, George Lucas!

Até a próxima!

A natureza do tempo – parte 4, final?

SÉRIE: CIÊNCIA

por Fargon Jinn

Se vamos olhar o tempo com alguma seriedade, temos que admitir a nossa completa ignorância e tentar, baseando-se nas informações que temos, imaginar o que é, afinal, este conceito. Nos artigos anteriores, eu trouxe uma visão parcial e completamente especulativa sobre as muitas possibilidades. Neste, trazemos algo mais mensurável, mas ainda extrapolando para mais algumas opções lógicas.

 

O que temos de concreto

Rede de satélites para o GPS
Até hoje pouco se sabe sobre o tempo. Mas sabemos algumas de suas características e as podemos utilizar.

O Explorador provavelmente já usou ou viu um GPS (Global Posicioning System). Ao redor do planeta, uma rede de satélites de fins militares, lançados pelo governo estadunidense, envia sinais constantemente informando suas posições sobre a superfície terrestre. Os aparelhos que utilizam o GPS captam os sinais de, pelo menos, três satélites e conseguem fazer um cálculo onde triangulam suas posições e transformam o resultado num sistema de coordenadas geográficas (latitude e longitude), muitas vezes aplicadas sobre mapas georeferenciados, nos mostrando num tempo quase real nossa localização sobre a Terra.

Dilatação temporal
Note, Explorador, que eu usei o termo “num tempo quase real”. Isso tem a ver com o fato de que os satélites, por estarem deslocando-se em velocidades consideravelmente altas (variam de onze a vinte e cinco mil quilômetros por hora), sofrem o fenômeno, previsto por Einstein, da dilatação temporal. Isso significa que num satélite, o tempo passa mais lentamente. Se o leitor de GPS utilizar a informação do satélite, obterá uma localização errada. Para evitar isso é feita uma correção da dilatação temporal e então o aparelho pode fazer a interpretação com mais precisão.

O espaço e o tempo deformam-se referencialmente
Este é um exemplo prático de como entendemos alguns dos conceitos e características do tempo. Esse nosso amigo, o Sr. ‘T’ sofre a influência da velocidade e da gravitação. Quanto maior a velocidade de um objeto, ou a massa de um corpo a que este objeto esteja sujeito, maior a dilatação temporal sofrida relativamente a um referencial dado. Temos sempre que lembrar disso. Precisaremos sempre ter um referencial antes de dizer que houve uma aceleração, deslocamento ou dilatação temporal.

 

Mas as especulações não acabarão nunca
Nos artigos passados falamos muito sobre se pode haver um início e um fim para o tempo. Existe uma corrente da física que aposta que isso não exista. Ou seja, início e fim não se aplica ao tempo. Ele seria a única grandeza eterna. O espaço, a matéria, a energia, o próprio universo pode ter um começo e um ocaso, mas o tempo existe. Apenas existe. Neste caso pode haver antes e depois do universo.

Neste contexto, entram várias teorias que tentariam explicar o que e como somos. Haveria um único universo que se recicla periodicamente. Em outra o universo não acaba. Em determinado ponto do tempo, os mecanismos começam a reaparecer, um fóton aparece, campos surgem, energia escura reativa as forças básicas, etc. Ao final o universo que conhecemos está novamente presente e ativo.

Haveria um multiverso, eterno?
Outras propostas extrapolam para as teorias do multiverso, e pelo fato de que universos são criados e extintos constantemente, o tempo precisa continuar existindo porque os universos estão ali, permanentemente.

Uma outra, bem interessante, trata o tempo como um projeção do futuro. Neste caso temos o presente como uma imagem holográfica que vem viajando desde muito longe. Nós estamos nos deslocando em direção a este longínquo ponto do futuro, e vamos vivenciando estes campos tridimensionais. Como o futuro é projetado sobre nós, a pressão exercida por essa projeção reduz nossa velocidade à medida que nos aproximamos deste projetor mas, em compensação, a imagem vai se tornando mais nítida, e passamos a ter um melhor entendimento desta realidade. Isso se traduziria como o progresso ou a formação do conhecimento, que é crescente enquanto avançamos para o futuro.

 

O presente é a soma do passado e do futuro
Mas a mais curiosa e mais concreta de todas as teorias que tenho conhecimento sobre o tempo, é uma que diz ser o tempo um processo já estabelecido. Sempre esteve e sempre estará. E cada ponto nesta linha temporal influi ou sofre influência de outros pontos. Para isso a mecânica quântica tem sido uma grande ferramenta.

O princípio da incerteza proposto por Heisenberg nos diz que não podemos medir posição e velocidade de uma partícula subatômica. Mas os físicos encontraram uma maneira de colocar uma espécie de marcador sobre algumas partículas. Eles registram estes marcadores colocados num grupo de partículas. Um certo número delas produz uma leitura específica. Mas outro grupo fornece um registro diferenciado. Minutos mais tarde, algumas das partículas são verificadas e outras não. Quando se analisa o quadro geral observa-se que as partículas que passaram pela segunda leitura, são as mesmas que apresentaram o registro atípico na primeira leitura. Os cientistas chegaram à conclusão de que as leituras futuras influenciam as partículas na primeira leitura. Ou seja, passado e futuro agregam elementos para a formação do presente. Curioso e meio maluco, não?

 

Existe conclusão?
O tempo é um fator que nos ilude. O mais certo é que este faz parte das grandes verdades, às quais nunca teremos acesso. Nossa mente não possui as ferramentas necessárias para absorver todo o conhecimento relacionado a um único aspecto da existência. O tempo seja talvez a entidade máxima da realidade, talvez a única que transcenda a todos as questões chaves. Provavelmente a entidade que reúne todos os aspectos que não possuem respostas – eternidade, início e fim, se relacionam ao tempo intimamente. E essa intimidade talvez, poderemos vir a descobrir, seja indevassável.

Vida longa e próspera!

Não perca nenhuma novidade!

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